Open Finance,
do jeito que devia ser.
A funcionalidade já existia no produto — só não estava onde o usuário estava. E em Open Finance, cada etapa mal explicada vira desconfiança, não só fricção.
Uma funcionalidade que existia — mas não onde o usuário estava.
Open Finance já rodava no desktop. O canal principal de interação dos usuários, porém, era o app. Jornadas críticas de consentimento, autorização e pagamento exigiam trocar de canal justamente nos momentos de maior sensibilidade.
O resultado: abandono em etapas intermediárias, baixa ativação da funcionalidade, e risco real de não conformidade com as diretrizes do BACEN, que exigem paridade funcional entre canais.
Open Finance não falha por falta de funcionalidade. Falha quando o usuário não entende o que está acontecendo.
É uma jornada de alta carga cognitiva por natureza: compartilhamento de dados sensíveis, consentimentos formais, autenticação extra, redirecionamento entre instituições diferentes. Qualquer ruído ali não gera só fricção — gera desconfiança.
Insight central
Em Open Finance, quando o usuário não entende quem está pedindo acesso, ele simplesmente abandona.
Transformar uma exigência regulatória numa jornada de ativação.
- Clareza — tornar explícito o que acontece em cada etapa, sem esconder a complexidade, só traduzindo ela
- Controle — dar previsibilidade sobre ações, autenticações e redirecionamentos antes que eles aconteçam
- Confiança — reduzir a sensação de risco numa jornada que envolve dados financeiros sensíveis
Da leitura regulatória ao desenho da experiência mobile.
Li e interpretei os requisitos do BACEN, decompus as jornadas que já existiam no desktop, mapeei os pontos de abandono, e defini os princípios de experiência que guiaram o desenho pro mobile.
Regulatório primeiro. Interface depois.
Leitura e mapeamento regulatório
Guia de UX do BACEN e obrigações específicas pro mobile. Separar margem de simplificação do que era restrição inegociável.
Desconstrução da jornada desktop
Sem copiar o fluxo web pro app. Desmontei a lógica existente e reavaliei cada etapa sob a ótica mobile.
Mapeamento de pontos de abandono
Análise dos dados de funil pra identificar os momentos de maior desistência e insegurança.
Princípios de design pra confiança
Diretrizes de linguagem, hierarquia e feedback visual que reduzem ansiedade em jornadas financeiras sensíveis.
Prototipação e validação iterativa
Ciclos curtos de feedback com produto, compliance e usuários reais.
Mobile não é versão reduzida do desktop.
Redesenhei dois blocos estratégicos: gestão de autorizações e contas vinculadas (com status visual por instituição — ativo, em análise, expirado, cancelado), e confirmação de pagamento com redirecionamento transparente, mostrando com clareza pra onde o usuário está indo e por quê.

Conformidade como base. Ativação como resultado.
A experiência deixou de funcionar como barreira e passou a atuar como facilitadora de ativação. O projeto também deixou uma base arquitetural sólida pra novos fluxos financeiros no mobile.
Conformidade sozinha não gera adoção.
- Regulatório é ponto de partida, não destino — cumprir o BACEN era o mínimo, o valor estava em transformar obrigação em experiência
- Adaptar não é o mesmo que redesenhar — copiar o desktop pro mobile preservaria os mesmos problemas numa tela menor
- Transparência reduz abandono mais do que simplificação forçada — esconder etapas complexas só aumenta desconfiança
- Em jornadas sensíveis, previsibilidade é a forma mais eficiente de construir confiança
- O usuário não precisa entender Open Finance pra usá-lo. Precisa entender o que vai acontecer a seguir
Insight final
Open Finance não é só uma infraestrutura de integração financeira. É uma relação de confiança mediada por interface.
Tem um projeto em mente?
Fico feliz em detalhar
esse case numa conversa.
Se você trabalha com produto regulado ou fintech, dá pra aprofundar bastante essa conversa.
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