Menos fricção,
mais confiança.
A gestão de limites liderava as queixas no VoC e travava a operação manual. Não era um problema de usabilidade. Era estratégia disfarçada de política de risco.
Um produto com papel crítico na receita — e experiência que comprometia os dois.
A gestão de limites do Pix não era um produto secundário. Estava ligada direto à capacidade de transação dos clientes e, por consequência, à receita. Ao mesmo tempo, liderava as queixas no VoC e concentrava uma operação manual que não parava de crescer.
Cada nova norma do BACEN gerava ajustes reativos, sem considerar impacto na experiência. O resultado: um sistema que cresceu em complexidade sem crescer em clareza. No backoffice, mais da metade das solicitações dependia de análise manual — e só três analistas processavam milhares de pedidos por mês.
Estávamos tratando como política de risco o que era limitação sistêmica.
Quando o prazo regulatório estourava, o sistema reprovava automaticamente por timeout — mas pro cliente, aquilo parecia uma decisão de risco deliberada. Sem visibilidade sobre as regras, sem explicação nas negativas, e com concorrentes oferecendo limites iniciais mais agressivos.
Diagnóstico estratégico
A fricção na gestão de limites era risco de churn, perda de principalidade e vulnerabilidade competitiva — não só um problema de usabilidade.
Não aprovar mais pedidos. Reduzir fricção, aumentar confiança, escalar com segurança.
- Onde estamos perdendo competitividade pra concorrentes com políticas mais agressivas?
- Onde geramos fricção desnecessária — não por risco real, mas por ineficiência operacional?
- O que é risco real, e o que é gargalo sistêmico sendo percebido como risco pelo cliente?
- Como escalar isso sem depender de crescimento linear de analistas?
Liderança do discovery — estruturando o problema de forma sistêmica.
Transformei dados dispersos — operacionais, regulatórios, de experiência — em direcionamento estratégico. Trabalhei direto com risco e fraude, compliance, backoffice operacional e engenharia, além de uma leitura densa do framework regulatório do BACEN pra limites Pix.
Quatro camadas cruzadas pra revelar um padrão.
Usei uma abordagem de Atomic UX Research — organizando experimentos, fatos, insights e oportunidades de forma rastreável, em vez de deixar cada achado solto.
Dados operacionais
Volume de pedidos, SLA por tipo de solicitação, taxa de aprovação por canal — os gargalos quantificáveis antes de qualquer hipótese qualitativa.
Voz do cliente
Análise de NPS aberto. Um padrão claro: não "processo lento", mas "não entendi o motivo". Numa semana de validação, CSAT foi de 63,2% pra 100% e os chamados caíram 47%.
Observação direta do backoffice
Acompanhei o trabalho dos analistas — os sistemas abertos em paralelo, os critérios informais que guiavam decisões onde a automação falhava.
Benchmark competitivo e leitura regulatória
Análise da política de limites de concorrentes diretos, e onde havia margem real de flexibilização que não estava sendo usada.
Síntese e estruturação do roadmap
Organizei as oportunidades em três frentes, priorizadas por impacto no cliente, viabilidade técnica e risco regulatório.

Três frentes estruturantes, em vez de melhorias pontuais.
O discovery virou um roadmap com três frentes: transparência do sistema de limites pro cliente, unificação das ferramentas de backoffice, e um motor de regras automatizado que separa política de risco de limitação técnica.



De centro de custo a alavanca estratégica.
O discovery consolidou um roadmap priorizado pra 2026 e deu visibilidade executiva pra gargalos que eram tratados como "problema operacional normal". A gestão de limites foi reposicionada: de centro de custo pra alavanca de retenção.
O que esse projeto ensina sobre discovery em produto financeiro complexo.
- Nem toda fricção é UX. Parte dela é arquitetura de produto — o limite "opaco" não era problema de interface, era consequência de como as regras estavam modeladas no sistema
- Observar o backoffice é tão importante quanto ouvir o cliente — cada workaround dos analistas era uma oportunidade de produto não capturada
- Distinguir risco real de limitação sistêmica muda completamente as prioridades
- Discovery sem síntese executiva não muda prioridade nenhuma — a pesquisa precisa virar linguagem de negócio pra ter impacto real
- Autonomia do usuário e segurança não são opostos. São design bem feito
Tem um projeto em mente?
Fico feliz em detalhar
esse case numa conversa.
Se discovery estratégico em produto regulado é algo que você precisa agora, vamos conversar.
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