Fricção Asaas Discovery · Estratégia

Menos fricção,
mais confiança.

A gestão de limites liderava as queixas no VoC e travava a operação manual. Não era um problema de usabilidade. Era estratégia disfarçada de política de risco.

Dois iPhones inclinados sobre fundo escuro com post-its, mostrando telas de limites Pix
#1
Tema no VoC — principal driver de NPS negativo
3
Analistas pra milhares de pedidos/mês
50%+
Dos pedidos dependiam de análise manual
2026
Roadmap priorizado entregue ao C-level
01Contexto

Um produto com papel crítico na receita — e experiência que comprometia os dois.

A gestão de limites do Pix não era um produto secundário. Estava ligada direto à capacidade de transação dos clientes e, por consequência, à receita. Ao mesmo tempo, liderava as queixas no VoC e concentrava uma operação manual que não parava de crescer.

Cada nova norma do BACEN gerava ajustes reativos, sem considerar impacto na experiência. O resultado: um sistema que cresceu em complexidade sem crescer em clareza. No backoffice, mais da metade das solicitações dependia de análise manual — e só três analistas processavam milhares de pedidos por mês.

02Problema

Estávamos tratando como política de risco o que era limitação sistêmica.

Quando o prazo regulatório estourava, o sistema reprovava automaticamente por timeout — mas pro cliente, aquilo parecia uma decisão de risco deliberada. Sem visibilidade sobre as regras, sem explicação nas negativas, e com concorrentes oferecendo limites iniciais mais agressivos.

Diagnóstico estratégico

A fricção na gestão de limites era risco de churn, perda de principalidade e vulnerabilidade competitiva — não só um problema de usabilidade.

03Objetivo

Não aprovar mais pedidos. Reduzir fricção, aumentar confiança, escalar com segurança.

  • Onde estamos perdendo competitividade pra concorrentes com políticas mais agressivas?
  • Onde geramos fricção desnecessária — não por risco real, mas por ineficiência operacional?
  • O que é risco real, e o que é gargalo sistêmico sendo percebido como risco pelo cliente?
  • Como escalar isso sem depender de crescimento linear de analistas?
04Meu papel

Liderança do discovery — estruturando o problema de forma sistêmica.

Transformei dados dispersos — operacionais, regulatórios, de experiência — em direcionamento estratégico. Trabalhei direto com risco e fraude, compliance, backoffice operacional e engenharia, além de uma leitura densa do framework regulatório do BACEN pra limites Pix.

05Processo

Quatro camadas cruzadas pra revelar um padrão.

Usei uma abordagem de Atomic UX Research — organizando experimentos, fatos, insights e oportunidades de forma rastreável, em vez de deixar cada achado solto.

01

Dados operacionais

Volume de pedidos, SLA por tipo de solicitação, taxa de aprovação por canal — os gargalos quantificáveis antes de qualquer hipótese qualitativa.

02

Voz do cliente

Análise de NPS aberto. Um padrão claro: não "processo lento", mas "não entendi o motivo". Numa semana de validação, CSAT foi de 63,2% pra 100% e os chamados caíram 47%.

03

Observação direta do backoffice

Acompanhei o trabalho dos analistas — os sistemas abertos em paralelo, os critérios informais que guiavam decisões onde a automação falhava.

04

Benchmark competitivo e leitura regulatória

Análise da política de limites de concorrentes diretos, e onde havia margem real de flexibilização que não estava sendo usada.

05

Síntese e estruturação do roadmap

Organizei as oportunidades em três frentes, priorizadas por impacto no cliente, viabilidade técnica e risco regulatório.

Workspace de discovery no FigJam com blueprint de serviço e benchmark competitivo
Fig. 01 — Workspace de discoveryBlueprint de serviço · Benchmark · Confluence de Risco
06Solução

Três frentes estruturantes, em vez de melhorias pontuais.

O discovery virou um roadmap com três frentes: transparência do sistema de limites pro cliente, unificação das ferramentas de backoffice, e um motor de regras automatizado que separa política de risco de limitação técnica.

Hub de limites de transações
Fig. 02 — Hub de limitesTransferências · Pagamentos · Gestão
Tela de edição do limite diurno
Fig. 03 — Edição de limite diurnoSolicitação de novo valor
Modal de confirmação da solicitação de aumento de limite
Fig. 04 — ConfirmaçãoPrazo de análise comunicado com clareza
07Impacto

De centro de custo a alavanca estratégica.

O discovery consolidou um roadmap priorizado pra 2026 e deu visibilidade executiva pra gargalos que eram tratados como "problema operacional normal". A gestão de limites foi reposicionada: de centro de custo pra alavanca de retenção.

100%
CSAT na semana de validação (+36,8pp)
−47%
Chamados na semana (34 vs. 64)
3
Frentes estruturantes priorizadas
2026
Roadmap entregue ao C-level
08Aprendizados

O que esse projeto ensina sobre discovery em produto financeiro complexo.

  • Nem toda fricção é UX. Parte dela é arquitetura de produto — o limite "opaco" não era problema de interface, era consequência de como as regras estavam modeladas no sistema
  • Observar o backoffice é tão importante quanto ouvir o cliente — cada workaround dos analistas era uma oportunidade de produto não capturada
  • Distinguir risco real de limitação sistêmica muda completamente as prioridades
  • Discovery sem síntese executiva não muda prioridade nenhuma — a pesquisa precisa virar linguagem de negócio pra ter impacto real
  • Autonomia do usuário e segurança não são opostos. São design bem feito
Próximo

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